ME CONTA UM CONTO
- Coletiva Feromônia

- 8 de abr. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de out. de 2021

" O primeiro toque no meu corpo foi diferente de todos os outros que eu já tinha experimentado
Havia uma urgência e uma delicadeza ao mesmo tempo
Um desejo latente porém contido como que querendo prolongar o efeito que tocar meu corpo causava nela.
Quando sua boca tocou meus seios eu estremeci
E me entreguei
E enquanto acariciava sua pele eu a desejei. Desejei tocá-la do mesmo jeito que era tocada
Eu nunca havia tocado os seios de uma mulher
E ao mesmo tempo parece que a vida inteira eu tinha feito isso
Porque tocar os seios dela me proporcionou um prazer que eu sempre desejei
Segurar, acariciar e beijar aqueles seios foi tão natural e lindo, sentir sua respiração ofegante, seu prazer, sua entrega, me fez desejar tocá-la mais e mais
Eu estava ali, inteira me entregando a uma mulher e vendo ela se entregar a mim
Pela primeira vez eu podia percorrer o corpo de uma mulher tocando em cada parte em que me dava prazer ser tocada
Era como um prazer espelhado, simultâneo
Minha língua brincando com seus mamilos faziam enrijecer os meus de prazer
A pele lisa, a carne macia, preenchendo minha mão inteira
Ahh e minhas mãos... Ficaram ávidas por percorrer mais de seu corpo...
E o medo de não saber tocá-la? E a insegurança por nunca ter tocado tão intimamente uma mulher?
Mas eu precisava continuar a explorar seu corpo como se o meu próprio estivesse sendo explorado
Eu fui avançando ...
Ela foi permitindo
Minha mão tocou sua parte mais íntima.
Estremecemos juntas
Cuidadosamente eu acariciei suas coxas, fui deslizando minha mão até que meus dedos a tocaram
Uma sensação imensa se prazer tomou conta de mim
Ela estava quente, molhada, macia...
Enquanto eu explorava aquela maciez úmida e delicada meu corpo latejava junto e eu buscava seus seios novamente com minha boca ávida por beija-los.
Enquanto eu a tocava acariciando e penetrando com meus dedos eu sentia o corpo dela estremecer junto com o meu
Era indescritível a sensação de sentir prazer dando esse prazer exatamente como o sinto em meu corpo
Cada gemido ou suspiro dela me enlouquecia um pouco mais
Era tudo tão intenso quanto natural
Um prazer espelhado, sincronizado, recíproco
Dois corpos femininos se completando numa junção de prazer pleno
Seu gozo tirou meu fôlego
Eu estava num caminho novo, surpreendente, sem volta.
Eu estava irremediavelmente entregue ao prazer de amar uma mulher... Intensamente."
[ Rê Coelho ]

A N A B R I T O
Carioca da gema, artista visual por amor e empreendedora por paixão. Faz colagens manuais recriando cenas costuradas e sobrepostas em histórias que caminham entre a arte erótica e o surrealismo. Fala de autoconhecimento tecendo um olhar poético sobre experiências vividas e observadas do lugar de espectadora de experimentos.
Para conferir mais de seu acervo, acesse: @souanabrito






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