“Deito-me com quem é livre à beira dos abismos"
- Coletiva Feromônia

- 3 de jun. de 2021
- 1 min de leitura
Atualizado: 4 de out. de 2021
Por Ana Brito

“Deito-me com quem é livre à beira dos abismos
e estou perto do meu desejo.
Depois do silêncio úmido dos lugares de pedra,
dos lugares de água, dos regatos perdidos,
lá onde morremos de um vago êxtase,
de uma requintada barbárie estávamos morrendo,
lá onde meus pés estavam na água
e meu coração sob meus pés,
se seguisses minhas pegadas e ao êxtase me seguisses
até morrermos, uma tal morte seria digna de ser morrida.
Então morramos dessa breve morte lenta,
cadenciada, rude, dessa morte lúdica.”
[ Acomodação do desejo III,
Olga Savary em Magma ]







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