CORRENTEZA
- Coletiva Feromônia

- 14 de mai. de 2021
- 1 min de leitura
Atualizado: 4 de out. de 2021
Por Ana Brito

corro feito correnteza
deságuo a ter certeza
em raios que me refletem
queimam sem saber
até que ponto pra arder
gritos que não se medem
num pulo de cabeça
até que aconteça
do peito pra se achar
com os dedos molhados
e espasmos suados
para tudo transbordar
numa língua que passeia
corre por onde anseia
a saliva pra encher
gozar dentro a fora
te olhando no agora
até ser tua sem saber
[Ana Brito]

A N A B R I T O
Carioca da gema, artista visual por amor e empreendedora por paixão. Faz colagens manuais recriando cenas costuradas e sobrepostas em histórias que caminham entre a arte erótica e o surrealismo. Fala de autoconhecimento tecendo um olhar poético sobre experiências vividas e observadas do lugar de espectadora de experimentos.
Para conferir mais de seu acervo, acesse: @souanabrito






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