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Deixa eu ver tua cara!

Atualizado: 4 de out. de 2021

Por Ana Brito



"Ainda lembro de estar abraçada, ela de costas pra mim, dando suas costas de repouso.

- É nossa posição… — Afirma ela no pé de meu ouvido, sussurrando. De repente sentia um torpor, uma incrível sensação de relaxamento mental tomar conta de mim. Agonias, preocupações, tristes previsões de tempo. As ilusões cotidianas se tornaram menores, a positividade não era frustrante e o pessimismo um problema. De repente, o sentido de minha vida não tinha sentido, nada tinha, nada ia além do escuro que aparecia na minha vista e dentro da minha mente. De repente mãos passaram por meu corpo inteiro, deixaram minhas carnes amaciadas. Êxtase: hipersensibilidade corporal. Beijos de repente puxavam meus lábios, endurecia-os. Meu corpo, ciente de si e nada mais, não proclamava discursos, procurava sensações. Ela se jogava em cima de mim, sem dizer uma única palavra.


Primeira verdade


-Duas bucetas não falam!

A esta altura, estava dura. Sem calcinha, Ela apertava meu volume e molhava minha calça. Punha a boca por cima dessa roupa, me mordia. A essa altura, a minha blusa, desabotoada, era pega pelas pontas e enrolada, seus braços davam a volta acima de minha cintura, segurando minhas costas causava a impressão de nossos seios estarem colados. Simetria: perfeito encaixe corporal. Ou seja, boca no ouvido, as mãos nas coxas, nariz no cangote, os pés em ombros, bucetas coladas e as mãos apertadas. Agora não parecia que se jogava. Parecia conectada, ligada, perfeitamente encaixada. Beijava, minha boca suavemente chupando-a de um jeito incrível. Roçava, a sua na minha, enquanto segurava minhas mãos, seu corpo completo de energia descarregava em arrepios.



Segunda verdade

- Não é uma questão de oferecer, mas de ter.

Meus olhos bem que poderiam estar vendados, mas já disse que havia um escuro muito grande. Nem todo trabalho foi poupado. Rapidamente ela se erguia de cima de mim, se ponha de joelhos na cama, de pernas abertas. Respiração ofegante. Não por questão de algum vírus ou micróbio. Por uma questão do tesão ser algo sufocante por natureza. De repente só ouvia, o som de seu pulmão se movimentar por aquele lugar, de um lugar a outro, abrindo coisas, fazendo novos barulhos, confundindo minha cegueira. Senti sendo emborcada. Minha cintura sendo pega firme e erguida. Minhas pernas, puxadas e perfeitamente iam sendo encaixadas numa volta no seu tronco. Meus pés poderiam massagear as costas dela enquanto ela arranhava as minhas. Senti um bom presságio. Fiquei de 4. Depois senti-me preenchida. Ainda não sei com o que ela fazia, mas como fazia deixava meus olhos revirando e a buceta relaxava. Encostei minha bunda bem forte numa parte do corpo dela que não via, mas que a posição me permitia, que pude sentir seus chupões estourarem os vasos de meu pescoço, senti ela se aproximando de minha orelha esquerda, senti a sua buceta rígida, molhada e excitada. Então, senti-me transfigurada, logo depois ela pediu:

- Deixa eu ver tua cara!

Terceira verdade

- Um bom Consolo.

Me chamou dos melhores nomes, me fez grandes elogios. A essa altura, eu estava em baixo. Ela me levou para lá pelos cabelos. Ainda segurava-os. Sob ameaças de dores de cabeça, chupava a entrada do seu interior. Ela gemia e me ameaçava. Eu engolia sua vulva inteira e me sufocava. Ela gritava, não me soltava. Me obrigava enquanto eu gostava. Ela gozava. Seu corpo brilhava. O ar procurava. Sua buceta inchada, deixava-me ainda mais molhada. Eu a observava. Via sua vagina escancarada para fora, arregaçada. Lábios pequenos, agora grandes. Grande era o seu volume. Carnes por todos os lados. Texturas sobrepostas, fendas que davam vontade de pôr a língua. Virilha chamativa. Buceta provida, mal cabe na mão. Mas eu insistia e continuava segurando-a, apertando-a, cheirando-a, beijando-a, agradecendo-a."


[Estrela do Sul]





A N A B R I T O


Carioca da gema, artista visual por amor e empreendedora por paixão. Faz colagens manuais recriando cenas costuradas e sobrepostas em histórias que caminham entre a arte erótica e o surrealismo. Fala de autoconhecimento tecendo um olhar poético sobre experiências vividas e observadas do lugar de espectadora de experimentos.


Para conferir mais de seu acervo, acesse: @souanabrito

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